Ferramentas Vibratórias (Martelete e Compactador): A Lesão Invisível que Vira Incapacidade e Aumenta o Risco de Acidente
Vibração ocupacional pode causar dormência, perda de força e limitação funcional. Veja como descrever a rotina, construir prova e evitar erros comuns.
Por Que Esse Tema é Tão Negligenciado (E Tão Comum)
Ferramenta vibratória não deixa hematoma óbvio.
Ela deixa sinais considerados “estranhos”: formigamento, dormência, perda de força, dor no punho e antebraço, piora no frio, dificuldade para segurar objetos.
No canteiro de obras, esses sintomas costumam ser tratados como:
“exagero”,
“nervoso”,
“idade”.
O problema é que a vibração crônica pode gerar alterações neurológicas e circulatórias.
E isso não se limita a um quadro de adoecimento: vira fator direto de risco para acidente, porque a mão falha, o reflexo atrasa e a pegada escapa.
Aqui está um ponto pouco explorado e muito relevante: adoecimento e acidente caminham no mesmo trilho quando há perda de controle funcional.
O Que a Perícia Precisa “Ver” (E o Documento Muitas Vezes Não Mostra)
Em casos de vibração, o processo perde força quando tudo fica genérico. É indispensável reconstruir a rotina real, com precisão técnica.
A perícia precisa identificar:
- qual ferramenta era utilizada (martelete, rompedor, compactador);
- quantas horas por dia;
- se havia alternância de tarefas;
- estado de manutenção e nível de vibração;
- existência de pausas e rodízio;
- medidas previstas no PGR e acompanhamento no PCMSO.
Sem isso, a empresa ganha espaço para alegar:
“exposição irrelevante”
“uso eventual”
“risco não comprovado”.
Observe sempre sua rotina e não esqueça dos detalhes
● Quanto tempo por dia usava o equipamento?
● Havia pausas adequadas?
● Vibração intensa, ferramenta com manutenção precária, equipamento de proteção;
● Quando começou o formigamento;
● Como evoluiu (força, sensibilidade, dor);
● Laudos médicos, atendimentos e tratamentos (ortopedia, fisioterapia, neurologia).
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Perda de força, dormência, limitação funcional ou falhas de controle após anos de trabalho não são “frescura” nem desgaste normal. Muitas vezes, são sinais claros de risco ocupacional ignorado, cuja prova começa exatamente onde quase ninguém olha: na descrição detalhada da rotina de trabalho.
Questões envolvendo condições laborais, exposição a riscos, adoecimento ocupacional, adicionais legais e indenizações exigem análise técnica e atuação jurídica especializada. Direitos não reconhecidos no tempo certo podem se perder ou só aparecer quando o dano já está instalado.
Na Itaborahy Lott Advocacia, atuamos de forma estratégica em Direito Trabalhista, assessorando trabalhadores desde a análise do ambiente e da rotina até a condução segura de medidas administrativas e judiciais.

Fundado em 08 fevereiro de 2007, o escritório ITABORAHYLOTT presta um serviço integral ao cliente, nos mais diversos âmbitos de seus direitos.



